terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O PERFIL DO PROFESSOR MEDIADOR

Marcos Meier e Gislaine Coimbra Budel


Virou moda chamar todos os professores de “mediadores”, mas uma grande parte não é. Mediar não é o mesmo que interagir, não é o mesmo que ensinar. Mediação é muito mais do que isso. De acordo com Reuven Feuerstein, um dos maiores educadores do mundo, a mediação precisa ter algumas características muito especiais. Sem elas, não é mediação, é apenas uma “interação”. Vejamos as três principais:
 
1 – Intencionalidade e reciprocidade
O mediador precisa querer ensinar o conteúdo com tal paixão e decisão que fará tudo o que estiver ao seu alcance para explicar da melhor forma possível. Adaptará a linguagem para que a criança com deficiência realmente compreenda. Usará as tecnologias disponíveis na escola para que o conceito se torne claro. Isso tudo chamaremos de intencionalidade, que é a soma do objetivo com as todas as ações possíveis para que o ensino seja realmente de qualidade. Além da intencionalidade do professor, o aluno precisa desejar aprender. Isso se chama reciprocidade. E o mediador usa estratégias adequadas para encantar o aluno desde o princípio, para chamar sua atenção, para conquistar sua vontade de aprender.
 
2 – Transcendência
Não basta aprender para fazer uma prova. É preciso que se aprenda de tal forma que seja possível aplicar o conceito construído em qualquer outra situação ou contexto. A compreensão do conceito é tal que a criança passa a aplicar o aprendido em sua própria vida e consegue explicar qualquer nova situação em que o conceito esteja presente.
 
3 – Mediação do significado
Um conceito realmente compreendido se interliga a outros conceitos já construídos pela criança. O mediador precisa ajudar a criança a fazer isso, principalmente uma criança com dificuldades de aprendizagem. Mediar o significado é mostrar aos alunos onde se aplica o conteúdo recém-aprendido, de que forma esse conteúdo aumenta a compreensão sobre outros fatos e como o conceito pode ampliar a compreensão de mundo da criança. Tudo isso é mediar o significado de um conceito.
 
Segundo Feuerstein, um mediador sempre considera em suas atitudes essas três características anteriores; no entanto, para que um mediador seja ainda melhor é necessário que inclua outras nove características em sua interação com seus alunos, incluindo as crianças com deficiências. Se as três características estiverem presentes num professor, ele já pode ser considerado um mediador; no entanto, se tal professor apresentar em suas atitudes as outras nove, ele será um mediador ainda melhor.
 
Os professores precisam receber formação continuada para que possam desenvolver melhor sua metodologia. Sabemos que muitos professores já agem de acordo com as características de mediação aqui defendidas, mas para que possam ser ainda mais eficazes é importante que suas ações sejam conscientes e planejadas, e não apenas fruto do acaso ou de experiências – ainda que bem-sucedidas. Precisamos nos profissionalizar cada vez mais. Precisamos agir com nossos alunos sabendo o que queremos e onde pretendemos levá-los com nossa ajuda, e em especial para com os alunos com deficiências. Sem esses pré-requisitos iremos interagir com eles, mas não saberemos se as vitórias ou fracassos dependeram mais de nós ou das próprias crianças.
 
Inspirado na obra Mediação da aprendizagem na educação especial, de Gislaine Coimbra Budel e Marcos Meier (Editora IBPEX, 2012).
 

SAÚDE - DICAS PARA MANTER A VOZ SAUDÁVEL

14 cuidados para manter a voz saudável

Como comer maçã e até bocejar ajudam a preservar a saúde vocal

   
Por Letícia Gonçalves


Passar um dia rouco já é o suficiente para perceber o quanto a voz é importante para o ser humano. Por meio dela, conseguimos comunicar nossos pensamentos e emoções, além de revelarmos muito da nossa personalidade.

Os cuidados com esse meio de expressão é essencial. "Cuidar da
voz é uma questão de condicionamento físico. Ela precisa estar forte para aguentar as variações do dia a dia", aconselha a fonoaudióloga Thays Vaiano.

"O ideal é prestar atenção nos sinais que a voz nos dá. Ficar
rouco com frequência, sentir dor, dificuldade na hora de falar ou viver com a garganta coçando são sinais de que algo vai mal", completa a especialista. Para evitar esses incômodos e garantir uma voz saudável, confira dicas de fonoaudiólogos:
 
Invista na maçã! A fonoaudióloga Thays Vaiano explica que a fruta tem ação adstringente, ou seja, "limpa" a garganta, trazendo alívio e bem-estar.
 
Evite pigarros: "Ao efetuar muitos pigarros com o objetivo de melhorar a secreção presente nas pregas vocais, o efeito é exatamente contrário", adverte a fonoaudióloga Sonia Salama, membro do Comitê Nacional de Fluência da Fala. Por isso, para compensar a necessidade de tossir ou pigarrear forte, tente beber água ou deglutir algumas vezes.
 
Boceje! O lema é relaxar. Aproveite ao acordar para bocejar e espreguiçar, ações que podem diminuir a tensão da região do pescoço e dos ombros. "Transforme também a hora do banho em um momento de relaxamento. Faça alguns exercícios movimentando os ombros e o pescoço na água morna", aconselha a fonoaudióloga Solange Dorfman.
 
Evite o cigarro. Ele é um dos maiores vilões da voz - e da laringe! "Causa irritação e pode provocar laringite. Com o tempo, a voz engrossa e perde a potência", explica Sonia Salama, fonoaudióloga. A nicotina, associada ao calor da fumaça, resseca as cordas vocais fazendo com que você fique rouco ou force ainda mais a musculatura para falar. E as consequências não ficam por aí: estudos comprovam que a incidência de câncer de laringe é maior em fumantes.
 
Beba álcool com moderação. Ele também irrita as vias respiratórias e altera a qualidade vocal. Alguns cantores costumam dizer que a bebida ajuda a "aquecer" a voz. Mas não caia nesse mito! "O excesso de álcool pode até gerar um efeito agradável de relaxamento, mas também tem o efeito de anestésico", explica a fonoaudióloga Sonia. Com as pregas vocais "amortecidas", não conseguimos controlar o esforço que utilizamos ao falar e podemos exagerar, causando um grande desgaste.
 
Não tome muito café. Essa bebida energética também é censurada quando o assunto é saúde vocal. Os responsáveis são o teor de cafeína e a temperatura elevada do café. "Eles desidratam as cordas vocais, assim como o cigarro, e provocam um aumento da acidez no estômago, causando refluxo e ardor na hora de falar", alerta a fonoaudióloga Thays Vaiano.
 
Articule bem as palavras. A leitura labial e a boa dicção são importantes na comunicação. Articular bem a boca ao conversar facilita que os outros entendam o que você quer dizer e evita que você tenha que falar mais alto ou gritar para conversar.
 
Não grite, não sussurre. Fale normalmente. Usar a voz em tom mais alto ou mais baixo que o habitual necessita um esforço maior, que pode provocar a formação de nódulos. "O calo acontece quando a pessoa força demais a musculatura e produz um choque entre as cordas vocais, devido a essa tensão exagerada. Como consequência, a voz fica com um agudo muito irritante e as pessoas perdem até mesmo o fôlego para falar", explica José Antônio Pinto, otorrinolaringologista do Hospital e Maternidade São Camilo.
 
Preste atenção na sua respiração. Respirar pelo nariz é sempre mais saudável. Problemas respiratórios - a maioria de fundo alérgico - nos levam a respirar pela boca. Com isso, a garganta fica mais ressecada e fazemos um esforço maior para falar e respirar.
 
Tome bastante líquido em temperatura ambiente. A hidratação é a chave para cuidar das pregas vocais. O ideal é ingerir uma média de dois litros de água por dia, ou um copo de água a cada duas horas. "Dessa forma, toda a área das pregas vocais fica mais lubrificada", afirma a fonoaudióloga Sonia Salama. Se sua garganta for sensível ou já estiver irritada, também é interessante evitar líquidos muito gelados.
 
Tire do cardápio alimentos que causam azia e má-digestão. O motivo é o refluxo gástrico, que é ácido e pode irritar a garganta. A fonoaudióloga Solange Dorfman também recomenda manter sempre uma alimentação equilibrada, sem ficar muitas horas em jejum, e mastigar bem os alimentos.
 
Procure não gritar, falar muito alto ou cantar durante muito tempo. Alterne períodos de descanso vocal com atividades nas quais você tem que falar muito. "Usar a voz seguidamente durante muito tempo pode levar a uma fadiga muscular", justifica a fonoaudióloga Solange. Aos profissionais que precisam fazer uso diário e constante da voz - como professores, cantores, atores e jornalistas -, fica a dica da fonoaudióloga Thays Vaiano: "Tente não concentrar a força no pescoço, pois é esta força cervical que compromete o aparelho fonador".
 
Evite ficar muito tempo em ambientes com ar condicionado. Ele compromete a respiração e resseca o aparelho fonador. É preciso fazer um esforço muito maior com as cordas vocais para produzir o mesmo som que seria emitido sem tanta dificuldade em um ambiente livre de ar condicionado.
 
Nada de muitos condimentos na comida. Pimenta e outros temperos podem deixar a comida mais saborosa, mas o exagero pode provocar irritações nas cordas vocais. Dependendo da sensibilidade, nem mesmo um bom gole de água pode aliviar a complicação.
 
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mais qualificação para todos...

MEC anuncia bolsa para professor de cursos de formação do PNAIC

Bolsa mensal para os 360 mil professores alfabetizadores será de R$ 200


O Ministério da Educação anunciou na quinta-feira, 7, o valor das bolsas dos professores participantes dos cursos de formação continuada do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). A bolsa mensal para os 360 mil professores alfabetizadores será de R$ 200. Os 18 mil professores orientadores de estudo receberão R$ 765. O mesmo valor será pago aos coordenadores das ações do pacto nos estados, Distrito Federal e municípios.

Segundo o MEC, as universidades federais vão ajudar na formulação de material para os cursos de formação continuada. Nesse caso, os formadores das instituições de educação superior receberão R$ 1,1 mil. O supervisor em cada instituição, R$ 1,2 mil. O orçamento também prevê o pagamento mensal de R$ 1,4 mil para o coordenador-adjunto da instituição e de R$ 2 mil para o coordenador-geral.

O PNAIC é uma ação do Ministério da Educação direcionada a todos os municípios. A proposta do MEC universalizará a política de alfabetização já implantada em 2012 pelo Governo do Piauí em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), através do Programa Palavra de Criança que atende hoje em cerca de 130 municípios no nosso Estado.

100% dos municípios piauienses fizeram a adesão ao Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa que reafirma e amplia o compromisso estabelecido pelo Decreto nº 6.094/2007 de alfabetizar as crianças de escolas públicas rurais e urbanas até, no máximo, os oitos anos de idade ao final do 3º ano do ensino fundamental, aferindo os resultados por exame periódico específico.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013


METADE DOS PROFESSORES
NÃO LEEM EM TEMPO LIVRE

Dado preocupa porque docente deveria transferir gosto pela leitura aos alunos
Agência Brasil
Menos da metade dos professores das escolas públicas brasileiras tem o hábito de ler no tempo livre. Dado evidencia falta de acesso a livros e gosto por leitura, que deveria existir para ser transferido aos alunos.
A pesquisa foi feita pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para educação. Baseado nas respostas dadas aos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e divulgados em agosto do ano passado, o levantamento mostra que dos 225.348 professores que responderam à questão, 101.933 (45%) leem sempre ou quase sempre, 46.748 (21%) o fazem eventualmente e 76.667 (34%), nunca ou quase nunca.
A questão pode estar ligada a falta de infraestrutura. "O número de professores que não leem é chocante, mas isso pode estar ligado ao acesso. É preciso lembrar que faltam bibliotecas e que um livro é caro. Um professor de educação básica ganha em média 40% menos que um profissional de ensino superior. Acho que faltam políticas de incentivo. Não acredito que seja apenas desinteresse", diz a diretora executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz.
Um levantamento divulgado em janeiro pelo movimento mostra que o Brasil precisa construir 128 mil bibliotecas escolares em sete anos para cumprir uma lei federal que vigora desde 2010. Segundo a pesquisa, faltam 128 mil bibliotecas no país. Para sanar esse déficit até 2020, deveriam ser erguidos 39 espaços por dia, em unidades de ensino públicas e particulares. Atualmente, a deficiência é maior nas escolas públicas (113.269), o que obrigaria a construção de 34 unidades por dia até 2020.
Para Priscila, uma possível solução seriam os livros digitais. O Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (ProInfo Integrado) do Ministério da Educação distribui equipamentos tecnológicos nas escolas e oferece conteúdos e recursos multimídia.
Além disso, o governo facilita o acesso aos conteúdos por meio da distribuição de tablets, tanto para professores quanto para estudantes. No ano passado, o MEC transferiu R$ 117 milhões para 24 estados e o Distrito Federal para a compra de 382.317 tablets, destinados inicialmente a professores do ensino médio.
Sobre o acesso digital, os dados do levantamento do QEdu mostram que 68% dos professores (148.910) que responderam à pergunta usam computador em sala de aula. O estado com a maior porcentagem é Mato Grosso do Sul: 95% dos professores disseram que usam o equipamento. O Maranhão é o estado com a menor porcentagem (50,5%) de professores fazem o uso do computador. É lá também onde se constatou a maior porcentagem de escolas onde não há computadores: 38,3%. Estão no Sudeste, no entanto, as maiores porcentagens dos professores que acreditam não ser necessário o uso de computador nas salas: Minas Gerais (16%), Rio de Janeiro (15,4%) e São Paulo (15%).
O responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, diz que o país ainda tem problemas estruturais que dificultam o acesso a tecnologias. "Existem muitos desafios no país ligados a problemas de infraestrutura. Não apenas de acesso às máquinas, mas de acesso à internet, à qualidade dos sinais", disse.
Ao recepcionar o professor norte-americano, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ressaltou a importância dos meios digitais: “O conteúdo ao qual o filho dos mais ricos tem acesso pode ser dado aos menos servidos de educação. Queremos tornar a educação não algo escasso, mas um direito humano que todas as pessoas possam ter”, disse.
 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Como professores devem lidar com jovens talentosos

Trabalhar com alunos com altas habilidades pode ser um grande problema para os professores, que, muitas vezes, não têm tempo e ferramentas suficientes para identificar esses talentos durante o convívio escolar. Para tratar sobre o tema, Guilherme Hartung, defensor da educação baseada em projetos, será um dos palestrantes da mesa Como Lidar com Jovens Talentosos dentro da Escola, que acontece dia 29 de janeiro, em São Paulo, durante a Campus Party 2013 – um dos principais eventos voltados à inovação tecnológica, internet e entretenimento eletrônico do mundo. A palestra vai abordar como os educadores podem identificar, estimular e desenvolver o potencial desses jovens e também como transformar a sala de aula em um espaço inovador e criativo.
 
Segundo Hartung, que atua como professor de ensino médio em uma escola pública, em Petrópolis (RJ), para lidar com esses jovens, normalmente com perfis e características bastante distintas – como precocidade para ler, grande capacidade para resolver problemas ou excesso de criticidade – é preciso que o professor assuma o papel de psicólogo, ou seja, acompanhe mais de perto esses alunos, entendendo suas necessidades extra classe e também trabalhe para manter o equilíbrio da sala, já que muitos estudantes podem se sentir “superiores” aos colegas.
 
Para Hartung, que também trabalha como orientador tecnológico na Secretaria Estadual de Educação do Rio, o professor precisa ainda estar preparado para motivar esses alunos e dar orientações dirigidas sobre cursos e atividades que podem realizar autonomamente.
 
De acordo com o Censo Escolar, produzido pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), em 2009, no Brasil existiam 2.769 estudantes portadores de altas habilidades, o que corresponde a 0,004% dos mais de 55,9 milhões de alunos dos ensino básico no país. Mas, para Hartung, esse número poderia ser maior, caso não fosse a ausência de informação e sensibilidade dos professores quanto às habilidades dos alunos.
 
“Muitos estudantes talentosos continuam escondidos porque falta preparo dos professores para identificar o seu potencial. É preciso que a escola desenvolva estratégias que, ao em vez de comprometerem o rendimento, estimulem o desenvolvimento deles”, afirma Hartung.
 
Para isso, ele aposta na educação baseada em projetos como uma das alternativas para inovar em sala de aula, além de identificar e potencializar as aptidões dos alunos. É o que ele busca fazer, por exemplo, em um projeto que desenvolve há anos com seus estudantes, no qual eles programam jogos educativos e criam personagens em 3D. “Se o aluno não quiser programar, ele pode aprender a editar músicas para os jogos ou desenhar com as ferramentas de edição. É uma iniciativa que dá diferentes alternativas para potencializar as habilidades de jovens com diferentes perfis”, diz.
 
Pródigos programadores
 
Pedro Franceschi, 18, é um desses jovens talentosos que também participará da mesa na Campus Party . Aos 8 anos, já realizava seus primeiros experimentos em C e C++ – linguagem de programação que leva instruções para o computador. Assim que a Apple lançou o iPhone, há cinco anos, descobriu como hackeá-lo. Hoje, o jovem que estuda o 2o ano do ensino médio, trabalha em uma empresa de telecomunicações no Rio.
 
Franceschi vem aprendendo programação fora da escola porque não existe esse opção no currículo, apesar de alguns especialistas em inovação em educação apostarem no ensino de programação como algo essencial nos dias de hoje. É o que reforça Hartung, ao lembrar que no fim da década de 1980, quando os computadores ainda eram raros, as pessoas antes de usá-los passavam por aulas ou buscavam conhecimentos mínimos de programação, hábito que se perdeu. “Os jovens estão se tornando apenas consumidores de tecnologia, sem pensar no que acontece por trás, como tudo funciona. A programação é fundamental para o estimular raciocínio lógico e matemático”, diz.
 
É o que tem feito Lucas Teske, jovem que também contará sua experiência na palestra. Com apenas 21 anos, ele se dedica às aulas de sistema de informação na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e à empresa fundada por ele próprio, na qual presta serviços de consultoria em TI. “Vou destacar minha experiência até hoje nesse âmbito. A ideia é tentar ajudar os jovens a saberem como lidar com as situações adversas na escola e na vida”, diz.
 
Fonte: porvir.org

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Como o professor pode usar as redes sociais a seu favor

Oi leitores!

 
Quando o assunto são redes sociais dentro da escola, muita gente torce o nariz e garante que os professores são pouco hábeis nelas, não sabem usá-las e ainda são os principais dificultadores para inseri-las nos aprendizado em sala de aula e em casa. Na contramão deste cenário, há quem defenda essas ferramentas não como inimigas, mas como aliadas dos educadores. É o caso de Américo Amorim, cofundador do Daccord, empresa especializada em plataformas de ensino, que falou sobre o uso das redes sociais educacionais durante Série de Diálogos o Futuro se Aprende sobre Tecnologias na Educação, promovida pelo Porvir e pela Fundação Telefônica.
 
Amorim defende que o uso de redes sociais educacionais permite que o professor amplifique – e muito – suas possibilidades de ações pedagógicas. Afinal, em apenas um lugar, ele pode compartilhar documentos, fotos, mapas ou trocar mensagens com alunos e outros profissionais. Pode ainda criar comunidades para discussões temáticas, aplicar de testes e provas, propor quizzes e publicar agenda de atividades. Ainda de acordo com Amorim, o uso dessas ferramentas ajuda a manter os aluno em um ambiente propício, sem nada que não seja extraclasse ou extra-aprendizagem. “O poder de controle do professor é uma das grandes vantagens do uso das redes sociais na educação ao permitir que alunos se reúnam em um ambiente seguro, além de garantir a intercâmbio de experiências e de práticas pedagógicas entre os professores”, avalia.
 
Um dos exemplos de redes sociais existentes e mencionados por Amorim é a Edmodo, que neste ano chegou a 12 milhões de usuários. A plataforma, repleta dessas funcionalidades, permite que os professores acompanhem a frequência e o desempenho dos alunos. Outra rede social com os mesmos semelhantes é a americana Teamie, disponível em inglês. Há também a brasileira Tria, com foco no ensino médio, que tem 10 mil usuários por mês trocam informações e conteúdos.
 
A Turma do Som é mais um exemplo de rede social, mas esta foi criada pelo próprio Amorim. A plataforma, que possui 25 jogos, foi desenvolvida para ajudar a incentivar estudantes a aprenderem música em sala de aula. A ferramenta está sendo usada em cinco escolas em Pernambuco, São Paulo e Minas Gerais. Nela, os professores ajudam os alunos no aprendizado dos fundamentos da teoria musical a partir de aulas separadas por quatro blocos temáticos: som (timbre), altura, tempo e estrutura. Os conteúdos são trabalhados por vídeos animados, com personagens no estilo dos desenhos japoneses e depois em jogos.
 
Amorim explica que decidiu criar a plataforma devido à lei instituída em 2008 que determina 2012 como o ano-limite para que todas as escolas públicas e privadas do país adaptem seus currículos para oferecer conteúdos de educação musical no ensino básico. Com ela, além de dar suporte ao ensino e ajudar nesse momento de transição, o software também ajuda os professores a se capacitarem.
 
O desafio do uso
 
Segundo levantamento feito no ano passado pela Cetic.Br e citado por Amorim no evento, 95% dos professores usam a internet para pesquisas e 91% para enviar e-mails. Já 70% deles não apresentam dificuldade para acessar redes sociais. Apesar do uso da web a caminho da universalização, ressalta Amorim, o desafio é fazer com que os professores realmente se apropriem dessas ferramentas. Um exemplo claro disso é que 95% dos educadores disseram não usar tecnologias para avaliar tarefas de casa. Para Amorim, as redes sociais deveriam ser aliadas do professor para otimizar os processos educativos fora da escola – como nos trabalhos de casa, por exemplo.
 
Ainda de acordo com o estudo da Cetic.Br, 86% dos professores não usam recursos tecnológicos no apoio individual, o que impede um ensino personalizado dos alunos “que estão fora da curva”. Enquanto isso, 73% disseram não usar jogos educativos ou para trabalhos em grupo.
 
Assista ao vídeo dessa palestra abaixo:
 
 
 
 
Fonte: Porvir
 

VOLTA ÀS AULAS

SUGESTÕES DE ATIVIDADES PRÁTICAS
PARA VOLTA ÀS AULAS
 
 
 




















terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ALFABETIZAÇÃO


Existe um método mais eficiente para ensinar a ler e escrever? Alguns acreditam que sim. Outros preferem apresentar o mundo das letras às crianças e construir juntos o que funciona para cada um.
 
Deba­tes sobre a ­melhor ­maneira de alfa­be­ti­zar as crian­ças não são uma novi­dade dos nos­sos dias. "Por mais de um ­século, os esfor­ços de ­mudança das esco­las se con­cen­traram nessa ques­tão", diz Maria do Rosá­rio Longo Mor­tatti, pro­fes­sora livre-­docente da área de edu­ca­ção da Uni­ver­si­dade Esta­dual Pau­lista. Até o final do século 19, as esco­las cos­tu­ma­vam alfa­be­ti­zar ­usando os cha­ma­dos "méto­dos sin­té­ti­cos", que vão da "parte" para o "todo". O ­método alfa­bé­tico uti­liza as ­letras. O fônico, os sons cor­res­pon­den­tes às ­letras. O silá­bico, as síla­bas. Em um ­segundo momento, per­ce­beu-se que seria ­melhor uti­li­zar méto­dos ana­lí­ti­cos, que par­tem do todo. Pas­sou-se então a ensi­nar lei­tura e ­escrita a par­tir de pala­vras, sen­ten­ças ou his­to­rie­tas, que ­faziam mais sen­tido para as crian­ças, para só ­depois che­gar à aná­lise das par­tes: as ­letras. "Mui­tas esco­las mes­cla­ram os dois méto­dos, dando ori­gem ao ana­lí­tico-sin­té­tico ou vice-versa", diz Maria do Rosá­rio. A par­tir de 1980, porém, o uso des­ses méto­dos pas­sou a ser for­te­mente ques­tio­nado. "Nesse ­momento chega ao Bra­sil o pen­sa­mento cons­tru­ti­vista sobre a alfa­be­ti­za­ção, resul­tante das pes­qui­sas sobre a psi­co­gê­nese da lín­gua ­escrita, desen­vol­vi­das pela argen­tina Emí­lia Fer­reiro", ­explica Maria do Rosá­rio. As pes­qui­sas de Emí­lia muda­ram o foco de "como se ­ensina" para "como se ­aprende". ­Parece pouco, mas essa ­mudança cau­sou uma revo­lu­ção. 


 "Suas pes­qui­sas mos­tra­ram que as crian­ças criam hipó­te­ses pró­prias sobre a escrita, muito antes de serem auto­ri­za­das pela ­escola a apren­der. E que o ­ensino pre­cisa dia­lo­gar com essas hipó­te­ses", diz Telma Weisz, coor­de­na­dora do curso de espe­cia­li­za­ção em alfa­be­ti­za­ção, do Ins­ti­tuto Supe­rior de Edu­ca­ção Vera Cruz. Para o pen­sa­mento cons­tru­ti­vista, dei­xar crian­ças peque­nas escre­ve­rem o que qui­se­rem num papel ou lousa faz parte da alfa­be­ti­za­ção. Elas não pro­du­zem rabis­cos, ainda que ­pareça. O que estão ­fazendo é se apro­xi­mar da cul­tura ­escrita. "Não é neces­sá­rio levar o ba-be-bi-bo-bu para a sala, nem falar da foné­tica. A ­criança per­cebe tudo sozi­nha. Isso é o que Emí­lia mos­trou. Para apren­der a ler, o que você pre­cisa é pen­sar sobre a ­escrita. Esse é o ponto difí­cil para algu­mas pes­soas enten­de­rem", ­afirma Telma.


O pen­sa­mento cons­tru­ti­vista foi, gra­da­ti­va­mente, sendo dis­se­mi­nado entre os edu­ca­do­res nas esco­las bra­si­lei­ras. Mas a falta de um "método ­constru­ti­vis­ta" dei­xou os pro­fes­so­res per­di­dos. Eles enten­diam a teo­ria, mas se per­gun­ta­vam como fazer em sala de aula para tra­ba­lhar com essas hipó­te­ses dos alu­nos. "Com isso, às vezes sem ­admiti-lo, esco­las e pro­fes­so­res uni­ram, de for­mas pró­prias e muito dife­ren­tes, o que enten­diam da pers­pec­tiva cons­tru­ti­vista com os méto­dos antes uti­li­za­dos", diz Maria do Rosá­rio, que ­entende que não é pos­sí­vel pres­cin­dir de méto­dos, de um cami­nho, um pro­ce­di­mento.
 

Construtivismo: discurso e prática

 
Hoje, muitas ins­ti­tui­ções par­ti­cu­la­res dizem acre­di­tar no pen­sa­mento cons­tru­ti­vista. "Pra­ti­ca­mente não há esco­las que não se assu­mam cons­tru­ti­vis­tas", ­observa Fer­nando José de ­Almeida, ex-secre­tá­rio muni­ci­pal da Edu­ca­ção de São Paulo. "Só que isso não é real para ­grande parte delas, por­que, em mui­tos casos, o cons­tru­ti­vismo se tor­nou um dis­curso, mas não se cons­ti­tuiu em uma pra­tica", diz. Os colé­gios inte­gra­dos Domus Sapien­tiae e Mon­tes­sori Santa Tere­zi­nha, por exem­plo, ini­cial­mente usa­vam ape­nas o ­método ­fônico. "É uma téc­nica de deco­di­fi­ca­ção de sons ­criada no iní­cio de 1900. Com as pes­qui­sas de Emí­lia Fer­reiro, sabe­mos que a ­cri­ança está em con­tato com o mundo ­letrado desde cedo e que pre­ci­sa­mos tra­ba­lhar com isso, antes in­clu­sive de apre­sen­tar os sons. Valo­ri­za­mos mais do que antes a impor­tân­cia dos tex­tos, o tempo que ca­da aluno pre­cisa para ler e escre­ver", diz a coor­de­na­dora ­Solange ­Rodella. No colé­gio, desde peque­nas as crian­ças são esti­mu­la­das a ampliar o seu uni­verso de lei­tura, por meio de his­tó­rias, e a pen­sar sobre a cul­tura ­escrita. "Aos 6 anos, apre­sen­ta­mos gra­fe­mas e fone­mas às crian­ças", conta. ­Depois das ­vogais, elas apren­dem, por meio dos sons, o "PVR" e daí por ­diante. ­Entram, então, os dita­dos: a par­tir de um dese­nho, o aluno forma a pala­vra com letri­nhas de ­madeira. Após a cons­tru­ção das pala­vras, há o ­momento de auto-cor­re­ção, pois a ­criança tem a seu lado o ­modelo cor­reto. "Enten­de­mos que de nada ­adianta ter ­idéias e não saber ­expressá-las orto­gra­fi­ca­mente, assim como não há vali­dade em escre­ver cor­re­ta­mente, mas sem ­idéias", ­afirma ­So­lange. "Torna-se impos­sí­vel sepa­rar os dois".
 
 
Fonte: educarparacrescer.abril

domingo, 13 de janeiro de 2013

E O SALÁRIO Ó...

Salário dos professores tem reajuste de 7,9%
 

Professores do ensino infantil, fundamental e médio vão receber, no mínimo, salário de R$ 1.567 este ano. O reajuste do salário dos professores da rede pública foi de 7,97268%. O anúncio foi feito nessa quinta-feira (10), pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Com o aumento, o valor passa de R$ 1.451 para R$ 1.567 e já será pago, por estados e municípios em fevereiro.
 
O reajuste é equivalente a jornada de 40 horas semanais, valor calculado com base na arrecadação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e nos valores repassados nos últimos dois anos aos governos estaduais e às prefeituras, para cobrir o custo anual de cada aluno.
Os profissionais que trabalham em jornadas diferentes de 40 horas semanais receberão um valor proporcional. O ajuste foi feito conforme determina a lei que institui o piso nacional.
 
O governo deve aumentar em R$ 14,2 bilhões o repasse de dinheiro do Fundeb para estados e municípios neste ano. Em 2012, foram R$ 102,6 bilhões e a estimativa para 2013 é de R$ 116,8 bilhões. Apenas para os municípios, o MEC deve repassar neste ano R$ 63,8 bilhões do Fundeb, valor que representa R$ 8,9 bilhões a mais que o de 2012, quando a União enviou R$ 54,9 bilhões para as prefeituras.
 
O reajuste do piso em 2013 não segue a tendência de aumento dos últimos dois anos, quando foi registrado 22%, em 2012, e 18%, em 2011. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o reajuste menor é por causa da desaceleração da economia e da queda na arrecadação de receitas.
 
O Fundeb é um fundo contábil e composto por uma cesta de impostos e transferências estaduais e municipais, e sua vigência se estende até 2020. Por lei, pelo menos 60% dos recursos do Fundeb devem ser usados para pagamento do salário dos professores e gestores educacionais.
“Não tem o mesmo impacto que a correção do ano passado, mas é um reajuste acima da inflação. O problema é que nós partimos de um patamar muito baixo de salário, R$ 1.567, é pouco mais que dois salários mínimos”, disse o ministro.

domingo, 6 de janeiro de 2013

O PROFESSOR DE HOJE NÃO PODE SÓ REPRODUZIR SUA FORMAÇÃO

POR IÇAMI TIBA


É como um médico cirurgião que não poderia nem deveria operar ninguém se não tivesse competências específicas como conhecimento (não conhece as técnicas cirúrgicas mais adequadas e atualizadas, a patologia a ser operada, etc.), comprometimento (não se incomodar com a vida do paciente, largar todo o material cirúrgico na barriga da pessoa que está sendo atendida, tirar as luvas e avental e jogar sobre a mesa cirúrgica e sair correndo porque está na hora da sua saída), responsabilidade (de ter consciência da cirurgia que faz), disciplina (terminar o que começou), ética (respeitar tanto o paciente quanto a si mesmo) etc.
Assim também, de um professor espera-se competências específicas para que seus alunos sejam bem sucedidos no aprendizado. Tomo a liberdade de listar aqui as seis características que o docente ideal para o século 21 deve ter, segundo texto publicado na revista Nova Escola, da editora Abril:
 
  • ter uma boa formação;
  • usar novas tecnologias a favor dos conteúdos;
  • atualizar-se em novas técnicas de ensinar;
  • trabalhar bem em equipe;
  • planejar e avaliar sempre: observar para reorientar o trabalho;
  • ter atitudes e posturas profissionais: todo aluno pode aprender.
 
Aponto, abaixo, mais exemplos de como melhorar a performance do professor com os alunos em sala de aula:
  • 7. aquecer o aluno para receber a aula. Um aluno raramente tem sua mente aquecida para receber a aula e frequentemente está totalmente desligado. Cabe ao professor fazer um warming up, aquecimento, como qualquer esporte ou aperitivo que prepara o corpo para a ginástica ou refeição, basta que o professor pergunte: quem se lembra da última aula? Quem responder ganha um ponto, pois este aluno favorece o aquecimento de outras mentes, até as respostas começarem a pipocar. Pronto: as mentes estão aquecidas!
  • 8. mental-breaks: alunos não mais suportam ficar 50 minutos em aula. Até adultos precisam de coffee-breaks. Em uma aula pesada, o professor poderia abrir mental-break oferecendo 5 minutos para os alunos trocarem ideias entre si sobre o que foi dado ou, melhor ainda, um aluno pergunta e outro responde, numa competição de somar pontos quem mais souber.
  • 9. um aluno escolhido ou voluntário faz um resumo final da aula, também ganhando um ponto. A aula não termina sem o resumo.
  • 10. o professor deve fazer um teaser (recurso do marketing para estimular o “comprador” através de ofertas interessantes fazendo o aluno interessar-se pela matéria da próxima aula). É como as cenas do próximo capítulo das novelas e seriados de TV ou trailler dos filmes que chegarão aos cinemas.
  • 11. o professor tem que ensinar os pais a cobrarem diariamente as lições de casa. Os filhos têm que fazer um resumo de cada aula assistida, usando 150 palavras do próprio vocabulário e enviar aos pais como conseguirem: seja via mensagens de computador, torpedo, e-mail etc. Tiveram três aulas? Os pais têm que receber três resumos. Caso contrário, estarão sustentando a ignorância que custa muito mais caro do que o conhecimento.
  •  
Os itens 7, 8, 9, 10 e 11 já constam do meu novo livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, a ser lançado em julho de 2011 pela Integrare Editora
 
Créditos: uol educação

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